Hoje entreguei o pouco que ainda me fazia lembrar minha vida de casada. Doei a cama Queen e junto com ela foi a esperança que eu tinha de reatar.
Não vou dizer que não doa mais, apenas que estou reaprendendo a andar com meus próprios pés. Sempre fui muito independente financeiramente, mas emocionalmente ele era meu ópio. Então posso dizer que estou em crise de abstinência ou algo assim, mas não serei vencida pelo vício de amar quem não me quer.
Finalmente, vencida tormenta, poderei voltar os meus olhos para os que me fazem bem. Minhas filhas, minha família, meus alunos e meus livros.
Livro da vez: "O Diabo veste Armani" - Cléo Luz
Devagar e sempre, mas vou até o final
sexta-feira, 26 de outubro de 2018
Fim e reinício
terça-feira, 16 de outubro de 2018
É a rotina, não é desculpa
Você alguma vez já se viu presa num horário que não cabe mais nenhum compromisso e ainda assim acha que os amigos te abandonaram?! Eles te chamam para sair, mas a rotina não deixa. E é culpa de quem?! Das estrelas?! No meu caso eu sei de quem é.
Para fugir da realidade eu coloquei tantos afazeres no meu dia que nem preciso pensar em nada além disso.
É uma fulga, eu sei.
Trabalho de manhã, a tarde, faço amigurumis a noite, tenho pós no final de semana e quando não tenho, tem a casa para cuidar. E os amigos? Só no WhatsApp, nos intervalos.
A rotina é a minha melhor desculpa. Já consigo ler no ônibus ou quando faltam alunos, mas está longe de ser o ideal. Sair para me divertir só se alguém me sequestrar.
Mas não sou a única nesse mundo egoísta e atarefado.
Meu ex marido foi viver sozinho. Cada um no seu mundo particular, com suas rotinas cheias de culpas.
Hoje sei que tenho minha parcela, mas já não consigo me libertar. Voltar a escrever aqui foi um ultimato dado a mim pela minha vida social.
Se alguém ler e se sentir tocado por essas palavras já será um grande passo. Significa que ainda tenho voz.
Livro da vez: continuo "O diabo veste Armani" da Cléo Luz.
segunda-feira, 15 de outubro de 2018
Escritoterapia, lá vou eu...
O nome correto desse tipo de escrita é "escritoterapia". Escrever para se libertar e também para poder reler sua vida e ponderar sobre o que se passou.
Não me limitarei aos livros, mas tenha certeza que eles se farão presentes a todo momento.
Passei um ano sem conseguir terminar um livro. Ano tumultuado mas conclusivo. Os livros me deram esse tempo. Eles realmente me entendem.
É isso. Um recomeço. Uma nova chance. Não me julguem. Depois de 11 anos eu posso me reinventar, e permitir ser eu mesma.
Livro da vez: "O diabo veste Armani" - Cléo Luz
Por aqui, tudo bem...
Sou a mãe, tenho 37 anos e sempre incentivei minhas filhas a ler. Não consegui o mesmo com meu esposo, mas aí já era demais. Muita responsabilidade para uma leitora só.
Nesse blog não estarei sozinha como já devem ter percebido. Ou estarei, tudo depende do ponto de vista.
...
Muito tempo se passou desde esse primeiro relato. Agora somos 3 e mais ninguém.
#vidaquesegue